ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA - CURADORIA: PROFESSOR ROBSON MISTERSILVA
ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA - CURADORIA: PROFESSOR ROBSON MISTERSILVA
MARÍLIA CARVALHO MANDARINO (1961 - ATUALIDADE)
Marília Mandarino nasceu no dia 01 de abril de 1961, em Salvador (BA), filha de Amílcar de Carvalho Filho e Celeste Marilza dos Santos Vasconcelos. Desde 1969, reside em Aracaju, onde estudou nos colégios Arquidiocesano e Atheneu Sergipense. Cursou Pedagogia na Faculdade Pio X, mas não concluiu. Casada com César Mandarino desde 1980, é mãe de Gabriela e Juliana e avó dedicada. Atuou como secretária de Ação Social de Itaporanga durante os mandatos do marido, destacando-se em projetos de transformação social.
Posteriormente, foi vice-governadora ao lado de João Alves Filho, chegando a exercer interinamente o cargo de governadora. Sua gestão foi marcada por coragem, determinação e compromisso com o bem público. Após sua passagem pela administração pública, Marília optou por se dedicar integralmente à família. Para a socióloga Almira Rodrigues, a trajetória de mulheres na política representa um processo de empoderamento, marcado pela expansão de capacidades, enfrentamento de desafios e maior visibilidade em espaços historicamente masculinos.
No século XXI, o desafio de transformar a política em território feminino exige força, delicadeza e determinação. É preciso construir novos cenários, com ações políticas coletivas que transcendem projetos pessoais. Essa luta, embora difícil, redefine o papel das mulheres na sociedade e na ocupação de espaços de poder.
“As mulheres que estão ocupando mandatos e cargos e exercendo funções eminentemente políticas desencadearam processos de empoderamento”, afirmou. “Isso significa, segundo ela, se apropriar e desenvolver recursos e potencialidades próprias; exercer e expandir a capacidade de diálogo e de negociação; enfrentar desafios e correr muitos riscos. Paradoxalmente, a reduzida presença das mulheres nesses espaços acaba por produzir sua maior visibilidade. Esse rumo de vida, vida pública e política, é novo para as mulheres, que foram socializadas historicamente para a realização de um projeto familiar (um projeto coletivo privado). Neste novo século, temos um grande desafio pela frente.
Transformar a política e a ocupação de espaços de poder em coisa feminina também. Adentrar e compartilhar este território, um dos últimos redutos masculinos sempre fazendo a diferença através das experiências e dos projetos estruturados”, finaliza.
Fonte: Salmeron, Igor et all. Mulhres nos espaços de poder em Sergipe: perfis e trajetórias. Editora Edise: 2025, PDF, p. 143.
Marília Mandarino ao lado de Marcelo Déda
Marília Mandarino, enquanto Vice-governadora, prestigiando o Forro Siri.