ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA - CURADORIA: PROFESSOR ROBSON MISTERSILVA
ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA - CURADORIA: PROFESSOR ROBSON MISTERSILVA
JACI CONDE DIAS (1917 - 2000)
Jaci Conde Dias nasceu na Vila de Itaporanga, em 24 de agosto de 1917. Filha de Aurélio Dias Rezende e de Carmelita de Magalhães Conde, Jaci foi a segunda filha do casal, que também tiveram como herdeiro o futuro jornalista Antônio Conde Dias.
O batizado está registrado no Registro da Paróquia Nossa Senhora D'Ajuda como ocorrido em 30 de setembro do mesmo ano (1917). Os padrinhos da menina foram a avó, Theolinda Conde Sobral e Manuel Sobral.
O Coronel Aurélio Dias nunca foi contra a educação dos filhos. Desde a infância, vivida no Engenho Dira, Jaci Conde cultivou o gosto pela leitura. Em especial pela poesia, razão pela qual já na adolescência rabiscou os primeiros versos.
Em 1939, com a morte do pai, a mãe decide vender o Engenho Dira e mudar com a família para a vila. Ali, se instalaram em uma belíssima residência na Rua Barão de Itaporanga, hoje Rua Coronel Domingos Dias.
A vida pública do irmão, que se tornou um forte orador nas festividades que ocorriam na vila, foi de grande inspiração para Jaci.
Foi em Aracaju que conheceu o jovem poeta José de Aguiar Sampaio, se apaixonando pelos versos e pela pessoa. O casamento veio em seguida e desta união nasceram dois filhos: Liana e Danilo.
Em 1940, mudou-se com o marido para Feira de Santana, na Bahia, onde montaram uma casa comercial. José Sampaio começa a atuar na imprensa local com sua produção poética.
O casal voltou a Aracaju em 1954. Ele já adoecido, depois de procurar tratamento médico em São Paulo e Rio de Janeiro. Nessa visita, deixou com José Augusto Garcez, fundador e diretor do Movimento Cultural de Sergipe, os manuscritos do livro “Nós acendemos as nossas estrelas”.
O marido de Jaci faleceu em 1956. A viúva criou os filhos com bastante amor e principalmente, buscou cultivar a veia poética dentro de casa. O filho Danilo, por exemplo, herdou bem a veia poética dos pais. Embora seus escritos sejam desconhecidos, Jaci Conde Dias – ou Jaci Dias Sampaio, como passou a ser conhecida após o casamento – é a mais antiga poetisa de nossa cidade.
Faleceu em 11 de março de 2000.
Registro de batismo de Jaci Conde Dias - Registros de Batismos da Paróquia Nossa Senhora d'Ajuda (1917-1923)
As irmãs Lucila Conde Dias e Jaci Conde Dias
José Sampaio